Quando a neve acabar

Oi povo lindo! Como vocês estão? Me desculpem pelo sumiço, vocês acreditam que eu mal das férias e já vai ter um provão daqui há uma semana? Ninguém merece, to chateada! hahaha. Mas enfim, desculpem por não atualizar o blog sempre, a atualização da minha fanfic Três junhos em Londres vai rolar em breve, então please, não me abandonem! hahaha
Essa fanfic nova se chama "Quando a neve acabar" eu tinha escrito o primeiro capítulo a algum tempo, mas só agora resolvi compartilhar com vocês. Espero que gostem, se gostarem deixem um comentário que eu continuo a escrevê-la. Um beijão bem grandão!


Serena e Luke cresceram juntos por seus pais serem amigos, no entanto, Luke fazia de tudo para se manter afastado da garota por ela ser totalmente o oposto do que ele era. Serena Shuster era o tipo de garota que tinha tudo planejado, ela era doce e inteligente, nada jamais a abatia. Se apaixonar por Luke quando foi morar com o seu pai após a morte da sua mãe, foi fácil. Depois de tantos anos, fora a primeira vez que eles começaram a se entender e descobrir um amor que nenhum dos dois jamais sentira. Mas um segredo acabou com tudo, Serena descobriu que, na verdade, sua mãe tinha sido assassinada e Luke e o seu pai mantinham a verdade em segredo. O amor da garota se transformou em ódio e mágoa. Depois da verdade, Serena foi de "Anjinho da América" para uma Rebelde com causa que fazia tudo o que queria. Depois de alguns anos, Serena e Luke se reencontram, mas uma tempestade e um fenômeno natural deixam as coisas ainda mais complicadas, o mundo parece congelar e eles lutam contra o tempo para poderem se salvar.



Prólogo

Luke 

 Minha mãe sempre dizia que não deveríamos acreditar em histórias de terror e muito menos cair em qualquer história que as pessoas inventavam para ganhar atenção. Já o meu pai era ao contrário, ele dizia que todos tinham o direto de cair às vezes, todos tinham o direto de acreditar em mentiras, porque só assim iriamos cair, para depois aprender com o nosso tombo.
         Eu cresci dividido em acreditar nas pessoas ou simplesmente duvidar de tudo o que acontecia. Talvez por causa disso, eu tenha me tornado uma pessoa egocêntrica, cheia de defeitos como todas as pessoas do mundo.
         Mas um dia isso me mudou.
         Ela tinha me mudado, e eu estava perdido.
         Eu nunca tinha pensando em me sacrificar no mundo por ninguém, nunca tinha se quer cogitado botar a minha vida em risco por outra pessoa. Até que ela surgiu com aquele sorriso confiante, como se soubesse de tudo e como se tivesse certeza de tudo na vida. Em todos os terríveis anos do colegial e da faculdade, eu nunca se quer tinha a ouvido ter dúvida de algo. Suas respostas  sempre foram objetivas e eu nunca a ouvi começar uma frase com “Eu acho.” Sempre foram “Eu tenha certeza.” Isso fazia a metade da faculdade a olhar torto, mas a verdade era que todos queriam ter a sua inteligência, todos queriam ser como ela.

* * *

         Serena Shuster sempre conseguiu tudo o que queria e tudo em sua vida parecia ser planejado passo a passo. A filha de um dos governadores mais poderosos do mundo nunca deveria ter cometido nada de imprudente. Ela tinha sido a única garota que eu havia crescido por seu pai sempre ir visitar o meu. Mesmo que eu não quisesse vê-la, ela sempre aparecia junto com o seu pai, poderia ser nas reuniões que acontecia na casa do meu pai ou do seu ou em festas que o governo sempre dava para comemorar mais uma vitória.
         Por mais que eu quisesse me afastar dela por ela ser tudo o que eu odiava no mundo, eu não conseguia. Eu a odiava por ela ser tudo o que um pai teria orgulho, eu a odiava por ela ser tão certinha e nunca se impor em nada, ela era controlada pelo pai e nunca discordava de nada que ele falava, mesmo na maioria das vezes ele estando completamente errado.
         Eu ainda não sabia que doença eu havia pegado por nunca conseguir me afastar dela, mesmo ela sendo tudo o que eu queria manter longe. Ela era do tipo que tinha hora pra estar em casa, nunca bebia e sempre fora o exemplo do país. “O anjinho da América”  diziam todos os jornalistas quando a entrevistavam.
Até que um dia ela mudou, e era tudo culpa minha. Culpa daquele maldito verão.
         Eu nunca conseguia dormir com aquele maldito pensamento de que eu tinha ferrado tudo com ela. Eu não conseguia me perdoar por nunca ter lhe contado a verdade.
Eu nunca poderia imaginar que segredos podiam destruir alguém. Eu jamais iria me perdoar por não ter contado a ela. Mas que culpa eu tinha?  Esse não era o meu segredo, era o seu pai que tinha que contar a ela. Quando ela tinha feito quinze anos, seu pai tinha se separado de sua mãe, na hora de escolher com quem ficar, ela escolheu a mãe e se mudou para bem longe. Eu nunca mais tinha a visto até dois anos atrás quando ela chegou na mansão onde nossos pais estavam resolvendo assuntos da próxima campanha, dizendo que sua mãe  havia falecido. Seu pai nunca se importava muito na verdade, a única coisa que ele fez foi lhe dar um abraço e dizer que cuidaria dela a partir de agora. Por mais que eu não quisesse eu tinha sido a sua única companhia e foi ali que eu a conheci de verdade.
Quanto mais tempo passávamos juntos, mais eu começava a gostar dela e quando dei por mim, tinha me apaixonado gradativamente ao ponto de ela ser tudo o que eu queria para sobreviver. Ela era tão forte, ela tinha cuidado da mãe doente por tanto tempo e nunca se quer pediu ajuda ao seu pai, ela tinha passado todo esse tempo sozinha e nunca se revoltou com ninguém, ela tinha assistido a mãe morrer, mas mesmo assim parecia tão inteira, eu nunca iria conseguir entender da onde ela tirava tanta força, de vez ela está desabando e chorando ela estava lutando dizendo que no final, tudo não passou de planos de Deus.
Até que ela descobriu que o hospital injetou algum veneno na veia da sua mãe para o processo da morte ficar mais rápido, e por fim, morrer para liberar mais leitos para o hospital. O jeito como ela descobriu isso foi tão errado, tão bruto. Eu iria conta-la, eu ia conta-la no hora certa, mas ela acabou descobrindo... Foi a primeira vez que eu vi uma pessoa chorar tanto ao ponto de desmaiar. A raiva que ela começou a sentir ao olhar para o seu pai e pra mim quando descobriu, foi algo que fez o meu coração parar por um segundo. Então ela foi embora, ela tinha jurado que a culpa era dela, que ela quem matou a mãe, que ela foi irresponsável ao ponto de não saber o que os médicos aplicavam na veia da mãe.
Depois de um mês sem noticias dela, advogados começaram a procura-la dizendo que a ajudaria e fazer justiça pela morte da sua mãe. Ela tinha ido a audiências dolorosas sem nenhuma pessoa para apoia-la, ela tinha assinado os papéis para exumar o corpo da mãe sozinha, ela tinha passado tudo isso sem mim, eu queria estar com ela, mas ela não me queria por perto.
Quando tudo isso acabou e o juiz decretou uma indenização de milhões de dólares a ela, a mídia todo começou a ficar em volta dela. Até que ela começou a mudar, ir a festas, a usar drogas e fazer tudo o que queria. Ela tinha ido de “Anjinho da américa” para mais uma Rebelde com causa da América.
Era impossível reconhece-la, ninguém juraria que aquela garota de hoje, era a mesma de um ano atrás com sorrisos sinceros e uma doçura impecável ao ponto de todos se apaixonarem por ela.
Serena Shuster tinha feito tanta merda que tinha sido preza no mês passado por participar de um racha com mais três pessoas. Ela pulava de paraquedas, fazia Slackline, (N/a: consiste em atravessar distâncias andando em cima de uma fita estendida. O mais radical é quando as fitas são estendidas sobre abismos.) e pulava de Bungee Jumping em lugares mais perigosos do mundo, da última vez ela tinha pulado de um Cânion ou quando não era um, era um rio cuja correnteza matava qualquer um.
Depois de algum tempo, todos – inclusive a imprensa – concluiu que ela fazia tudo isso para tentar esquecer que se sentia culpada pela morte da mãe ou que ela fazia isso tudo para dar a sorte de um dia a corda se romper e ela acabar morrendo.
Eu queria ajuda-la de alguma forma, eu queria coloca-la em meus braços e dizer a ela que ela não era culpada de nada, eu queria que ela me ouvisse dizer que ela tinha a mim e que eu iria cuidar dela. Mas a inocência, a pureza e a doçura que ela tinha, parecia ter ido embora no dia que ela descobriu a verdade.
Por mais que eu não fosse culpado pela morte da sua mãe, eu tinha sido culpado por não ter contado a ela. Eu sempre soube disso, sempre soube desde o segundo dia que ela chegou na mansão desolada e perdida. Alguém tinha ligado para o seu pai e ele havia me contado. Mas parecia que ele nunca iria contar a ela, ele queria poupa-la da verdade, mas talvez isso só tenha piorado. Talvez isso só tenha adiado um pouco a dor que ela sentia porque no fim ela acabou aparecendo.



Capítulo 01 

Sexta-feira, 13 de maio: 15h20

         - Ronnie disse que não vai descer – Avisou Owen enquanto descia as escadas e vinha em nossa direção. Owen tinha nove anos e era o filho mais velho do meu pai com a sua nova esposa, Jo.  Depois de ele ter se separado da minha mãe ele havia se casado de novo e tinha tido dois filhos com ela: Owen e Ronnie de cinco anos.
         - Ronnie, você já pode descer, querida. – meu pai gritou e a minha meia irmã caçula desceu as escadas com um vestido de princesa. Não consegui conter o riso e olhei para Richard. – Parece que temos mais uma princesa no reino.
        
Meu pai deu uma risada e Ronnie sentou-se a mesa. Ronnie era coisa mais fofa que eu já visto na terra e toda vez que eu a via me dava vontade de sorrir, como se ela me lembrasse de tudo o que eu fui um dia.
 - Você não pode ir pra escola assim, princesa. – eu avisei a ela enquanto a mesma comia seu cereal colorido.
Era sexta-feira, mesmo o governador Richard Schuster tendo uma agenda lotada, ele sempre separava as manhãs de sextas para tomar café da manhã com seus filhos, que no final, sempre apareciam. O café de Richard era conhecido como o melhor do mundo – pelo menos para Ronnie e Owen.
         Mesmo a nossa relação não sendo mais a mesma, as vezes eu aparecia. Mesmo quase nunca trocando nenhuma palavra com ele eu ainda fazia parte da daquela família, querendo ou não.
         - Por que está tão frio? – Perguntei alisando meus braços. O aquecedor estava ligado no volume mais potente e mesmo assim parecia que todos os aparelhos que aqueciam a casa estavam desligados. A neve lá fora parecia ficar cada vez mais amontoada e não dava nenhuma trégua desde a madrugada de hoje.
         - O inverno deve vir mais adiantado dessa vez. – ele me respondeu enquanto virava as panquecas na frigideira.
         - Eu faço faculdade de meteorologia, sei como isso funciona. Mas nunca vi nada parecido como isso, quer dizer, ainda estamos no outono. Como pode fazer tanto frio? 

         Meu pai ficou quieto por algum tempo como se quisesse me contar algo, mas ao invés disso ele olhou para a esquerda e no mesmo instante eu o segui com os olhos.
         Luke estava parado na porta e os seus olhos foram focados em mim. Meu coração pareceu parar por um instante antes de voltar a bater ainda mais rápido do que o normal. O que ele estava fazendo aqui?
         A verdade era que sempre o evitava, desce aquele maldito dia. Quando voltamos a faculdade eu acordava mais cedo para não ter que cruzar com ele pelos corredores da faculdade, e nas outras horas, Harvard felizmente era grande demais para estarmos nos mesmos lugares nas mesmas horas.  Eu simplesmente não conseguia encara-lo, não conseguia encara-lo depois daquele dia. Ele tinha passado tanto tempo comigo depois que a minha mãe morreu, ele viu a minha dor, ele disse que me amava, eu entreguei a ele o meu coração e o meu corpo, e o que ele fez foi me enganar, foi não me dizer a verdade. A verdade que eu merecia saber. Eu até sentia a mesma coisa pelo meu pai, mas ele nunca estava por perto, ele nunca me ouviu falar de tudo o que aconteceu com a minha mãe e comigo depois que ele foi embora, mas Luke tinha ouvido e mesmo assim não me disse nada, ele me fez sentir como uma idiota.
         - Serena. – ele me cumprimentou, mas eu percebi quando a sua voz falhou. Eu ainda não sabia se eu tinha voz, mas eu tentei falar algo.
         - Luke. – respondi e logo em seguida desviei o olhar e tomei um gole do meu café. O que ele estava fazendo aqui?
         - Tio Luke – Ronnie foi a sua direção e o abraçou, o mesmo a pegou no colo e a girou.
         - Hey pequena. – Luke sorriu para a minha irmã.  Como ele podia ser malditamente bonito mesmo quando eu fazia tudo para odiá-lo?
         - Iai Luke. – foi à vez de Owen o cumprimentar com um aperto de mão em menção que o mesmo já havia crescido e não precisava mais abraçar ninguém, besteira.
         - Iai, garotão? – Luke deu uma risada.
         - Crianças, vão se arrumar vocês já estão atrasados. – meu pai avisou e Ronnie e Owen correram e em direção as escadas.
         - Você trouxe o que eu pedi? – Richard perguntou a Luke que assentiu.
         - Sim, estão aqui. – Luke entregou uma pasta a Richard que parecia tenso. O que estava acontecendo afinal de contas? Eles tinham percebido a minha curiosidade quando meu pai olhou para Luke e depois pra mim.
         - Luke está estagiando comigo. Acho que você não deve saber disso, já que é a primeira vez que aparece aqui em meses. – ele disse enquanto abria a pasta e li alguns papéis. 
         - Talvez eu tenha ficado de fora dos assuntos da família por algum tempo. – eu pousei a xicara de café na mesa e voltei com toda a arrogância que eu tinha. –  Vocês já podem me atualizar começando por essa cara de que vai cair uma bomba na terra daqui há algumas horas. –  debochei.
         A cara de Luke ficou tensa e o meu pai desviou o olhar dos papéis para olhar para nós dois.
         - Espera ai – eu me levantei. – O que está acontecendo de verdade? – eu quis saber. Isso não poderia ser sério.
         - Parece que você acertou em cheio nas suas ironias hoje, querida. – foi a única coisa que o meu pai afirmou. Meu rosto ficou pálido e eu olhei para Luke, ele estava mesmo dizendo a verdade?
         - Vocês vão dizer o que está acontecendo ou vão ficar me olhando com essa cara? – eu perguntei impacientemente nervosa.
         - Há uma tempestade vindo do sul, ainda não sabemos o tamanho dela, mas parece que vai ser grande ao ponto de matar muitas pessoas. – Luke suspirou e o meu os meus olhos arregalaram.
         - E o que nós vamos fazer? O governo tem um plano não tem? – eu perguntei. É claro que tinham, aquele bando de homens de ternos caros sempre tinham um plano, mesmo que só envolvessem eles e suas famílias. Eu sentia nojo daquelas pessoas que só pensavam em si mesmas, que não pensavam nas pessoas que os elegeram e que eram gente como eles.
         - Sim, claro que temos. Há um túnel a 20 quilômetros da cidade onde talvez a neve não ultrapasse. Todos poderão ir pra lá.
         - E esse todos são vocês ou as pessoas que elegeram você? – eu quis saber. Meu pai rolou os olhos.
         - É óbvio que são todos, Serena. O que te faz pensar que pensaríamos primeiro em nós e não nas outras pessoas?
         Cruzei os braços e olhei para ele.
         - Bom, não seria a primeira vez.
Dessa vez ele não me respondeu, simplesmente andou até a porta e disse:
         - Vou mandar Jo arrumar as mochilas das crianças, esse papel foi só a confirmação de que todos precisam se salvar enquanto é tempo.

        Fiquei encarando o vazio por algum tempo,  a fixa ainda parecia demorar a cair, de repente senti um vazio dentro do meu peito, será que tudo iria acabar assim? 

Continua...

Escrita por: Yash

N/a: Iai gente, o que vocês acharam? Se vocês gostaram ou querem a continuação, deixem um comentário aqui embaixo que eu escreverei o próximo capítulo! :D
Beijos e obrigada por lerem até o final. :)


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4 comentários:

  1. Oi! Eu estou bem. Eu gostei bastante da história, porque resolveu compartilhar somente agora com a gente? Continua a fanfic, quero ver mais! Beijo.

    nevasca de inverno

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  2. Amei! Ótima como todas que vc faz. Quero ler o próximo capitúlo, viu? Beijão.
    Ysadora

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  3. oooooooooooooooi yaaashhh que saudades estava de você..
    continuaaaaaaaa escrevendo *----------------------------------*


    http://www.blahoestraich.com.br

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  4. Oi oi Yash õ/
    Como vai?
    Devo dizer que me apaixonei pela fanfic *--*
    Que linda!! Vomitando ardo íris :333
    Vou acompanhar \õ/
    Seguindo aqui~~
    ☆ Colorful Dream~

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