A casa na árvore


Shortfic - Parte 1



A casa na árvore - Por Yash
PARTE 01


- Eu não acredito! - gritou e todos em sua volta pareceram se assustar com a atitude da garota. Não era algo que todos pudessem ficar surpresos, alias, ela era uma estrela de Nova York e vir para o meio do mato era uma aventura e tanto. Mas não pra , na verdade, ela queria matar seus pais por terem a obrigado a visitar sua avó e seu irmão no Tennessee. Ainda ficava se perguntando como Will conseguia viver ali, ele tinha saído da casa de seus pais para estudar em uma faculdade ao redor de Memphis. A única coisa que conseguia pensar era em que merda ele tinha na cabeça por querer estudar no meio do mato? Por que aquilo estava mais pra uma história de comédia do que pra vida real.
- O que foi querida? - Sua avó perguntou assustada.
- TEM UMA BARATA AQUI! - disse com nojo enquanto descia as escadas – Me recuso a ficar nesse quarto!
- Você está em uma fazenda meu amor, deve ser por causa da chuva! Vou pedir para ir ver. – Christin, a avó da garota a assegurou.
Quando voltasse para Nova York seus pais iriam ter que ouvi-la, como puderam trazê-la para esse fim de mundo enquanto eles ficavam naquela enorme cobertura cheia de luxos e longe de todos aqueles mosquitos enquanto ela sofria naquele fim de mundo?
Saiu da casa e sentiu o vento fresco bater sobre seu rosto e instantaneamente sentiu que aquele tipo de vento era novo, não era como aquela poluição de Nova York, era algo puro e duradouro que a fazia se sentir livre. Mas mesmo assim fez uma careta, aquele não era um dois três lugares mais maravilhosos da sua vida. Seu primeiro lugar favorito era seu quarto, onde havia seu tão sonhado closet com todas suas roupas, o terceiro era Paris e o último era o Brasil, havia nascido lá, mas tinha se mudado para Nova York quando tinha sete anos, porém ainda se lembrava um pouco daquele lugar, no entanto, nunca mais tinha voltado a pisar em terras Brasileiras, decidiu ficar em Nova York até conseguir seu primeiro papel na Bordway e por fim seus primeiros filmes seguidos. Nunca tinha estado em um lugar que estava agora e quase nunca via sua avó, mas sempre quando a via, era por que ela tinha ido para NY, não ao contrário.

Depois que seu irmão Will completou dezoito anos o mesmo resolveu ir para o Tennessee fazer a tão sonhada faculdade de jornalismo. A casa de sua avó ficava Memphis, só que em uma fazenda, bem distante da cidade o que a fez sentir mais raiva ainda de está ali, estava longe do mundo inteiro a sua volta, tinha como ficar pior? Decidiu voltar para dentro de casa, subiu novamente as escadas e foi direto até o seu quarto, quando chegou até lá, encontrou um garoto apenas com uma regata branca que deixavam visíveis seus tão belos músculos. olhou para o garoto que estava de costas procurando alguma coisa de baixo da cama e franziu o cenho.
- Oi? - disse, arqueando uma de suas sobrancelhas, então o rapaz virou-se pra ela e deu um meio sorriso.
- Oi, sou o cara que cuida dos cavalos, mas a sua avó cismou que achar baratas no quarto da sua neta também faz parte do serviço – ele explicou e riu.
- Sinto muito, mas tinha uma barata enorme ali – apontou para o armário e o garoto foi até lá vasculhando cada canto do objeto. - Achei – - ele avisou enquanto mosa a barata em suas mãos.
- TIRA ISSO DAQUI! – gritou com nojo e deu uma risadinha.
- Meu nome é – Ele apresentou-se. A garota arqueou as sobrancelhas. Aquela era sem dúvidas uma péssima forma de se apresentar.
- , agora dá pra tirar essa barata daqui? - Falou cobrindo o rosto com as mãos.
riu e se afastou jogando a barata pela janela.
- De todas as apresentações que eu tive, essa foi a mais bizarra e horrorosa de todas. - Bem vinda ao Tennessee garota dos filmes – Ele sorriu maroto saindo de seu quarto e olhou pra porta que tinha acabado de ser fechada antes de dar um pequeno sorriso. Esse garoto era louco!

- Ele é um louco! – berrou no telefone enquanto falava com Clarie, sua melhor amiga de NYC.
- Own amiga, acho que você deveria lembrar-se dessa apresentação pra sempre, deve ter sido tão excitante!
- Excitantes são aqueles músculos dele.
- Então o cowboy é gostoso? - Clarie provocou e riu.
- Por ai, mas ainda prefiro Ian Somerhalder.
- Agora tá pegando caras velhos amiga?
- Com aquele corpo perfeito, eu pegaria mesmo se ele tivesse cinquenta, porque ele sempre iria ser gotoso, efeito Damon Salvatore.
- HAHAHAAHAHAHA a Nina te pega!
- Ok a gente já pode parar de fingir que eu pego todos né? - riu
- Pois é, porque se fosse estaria um monte de carinhas chovendo na sua horta, porque tão difícil ? Por que?
- Porque a graça é essa, eu não dou meu coração dourado pra ninguém.
- Deve ser por isso que você sempre me manda o coração azul do sms – Clarie riu. - Mas não tira o fato desse lugar ser broxante, pra ir numa lojinha qualquer tem que andar quilômetros.
- Vai de carro ué! - Só que eu não estou em Nova York pra ter um carro a minha disposição, acho que o único carro é da vovó só que ela usa pra levar a colheita pra cidade, acho que a maioria que estão aqui vai até lá de cavalo.
- Então senta a bunda do cavalo e sai em disparada HAHAHAHAHA
- Juro que vou te da um tiro quando eu chegar em Nova York.
- Mas enquanto você não chega, vou pra minha banheira e quem sabe mais tarde ir num shopping. - VACAAAAAAAAA! - Também te amo, e se divirta! - Clarie riu, então fez careta e depois deu uma risadinha desligando o telefone. Sentou-se na cama e ficou olhando pro nada por alguns segundos, até a porta se abrir e Will aparecer bem na sua frente, então sorriu e foi até o seu encontro o abraçando.

- Maninha! – Will abraçou a irmã.
- Que saudade mané – disse o abraçando, então ele riu saindo do abraço.
- Me respeita, ainda sou seu irmão mais velho! - ele falou autoritário e deu língua.
- Ainda não entendo porque você quis vir pra esse fim de mundo!
- No começo é estranho, mas depois você se acostuma e logo começa a gostar.
- Acho bem difícil isso acontecer comigo – debochou virando-se para o irmão.
- Eu sou uma estrela, estou em filmes de Nova York como você acha que eu vou me adaptar a esse fim de mundo?
- Quando você começar a notar que você é igual a todo mundo, que o mundo não gira em torno da estrelinha – Will disse e tocou com o dedo indicador no nariz da irmã.
- Acha que eu sou mimada o suficiente pra está virando aquelas nojentas do último filme que eu fiz? - perguntou com receio e Will virou-se para trás antes de caminhar até a porta.
- Acho que você só precisa mostrar mais de si, deixar essa coisa pequena coisa que chamamos de coração mostrar quem você é de verdade. – Ele piscou antes de sair pela porta.

sentou-se na cama e olhou pra o espelho que ficava bem na sua frente e viu sua imagem refletida nele. Aquela não era uma das melhores roupas para o lugar que estava e nem aquela maquiagem toda. Era hora de ela mudar, era hora de ela mostrar para os outros que não era uma daquelas patricinhas de Nova York e que ela poderia sim ser igual a eles.
Quando amanheceu, o raio de sol apareceu em sua cara e a garota bufou se cobrindo com o cobertor, no entanto, o despertador começou a tocar o que a fez reclamar mentalmente mais uma vez. Resmungando, se levantou e viu que marcavam sete horas no pequeno relógio marrom em cima do criado mundo Quem acordava àquela hora?
Quando resolveu descer as escadas, foi recebida com bocas abertas e sobrancelhas visivelmente arqueadas. Ela usava uma regata branca com um casaco xadrez dobrado pelo cotovelo e um short jeans simples, seu rosto não havia maquiagem alguma e ela calçava uma bota de cowboy, nada de salto ou sapatilhas de marcas, aquela era com certeza uma nova .
- Ual – foi a única coisa que seu irmão conseguiu dizer e riu indo até a sua avó e lhe dando um beijo de bom dia.
- Por que a senhora colocou o relógio do meu quarto pra despertar essa hora? – fez biquinho e a senhora a encarou.
- Porque já é hora de levantar, querida. – A avó riu enquanto colocava omeles em seu prato.
- Vovó em Nova York essa hora pra mim ainda é de madrugada.
- Mas você não está em Nova York queridinha e há muito trabalho a fazer. - Christin a avisou e a nets arregalou os olhos.
- Sério?
- Sim, preciso que você vá ajudar com os celeiros – avisou a mais velha.
- Mas ele não é pago pra fazer esse trabalho sozinho? - reclamou e a sua avó a olhou – Mas eu quero que você vá ajuda-lo, pode ser?
- Tá – bufou e Will riu se levantando.
– Estou indo pra faculdade – O mesmo disse dando um beijo na sua avó e indo em direção à porta.
- E EU? - gritou com a boca cheia então Will voltou rindo, dando um beijo nos cabelos da irmã.
- Tchau porquinha – ele riu antes de caminhar até a porta.
- Porquinha é a sua...
- ... - A avó corrigiu e a neta riu.
- Coisas de Nova York vovó, coisas de Nova York. – piscou.

[...]
estava concentrado enquanto escovava a crina de Shadow, aquele era um dos cavalos mais lindos de toda a região como também era muito velho de todos eles, no entanto, a idade não nunca fora nenhum problema para Shadow, que corria mais que qualquer cavalo daquele celeiro. ouviu passos vindos em sua direção e deu de cara com com um visual completamente diferente do que sempre vira na televisão e nas revistas que ela saia.
- Porque é tão difícil acreditar que eu posso ser alguém como você? – A menina perguntou ofendida indo em direção ao garoto.
- Você realmente está se superando pra quem só está aqui há uma semana – ele riu.
- Pois é, mas já que eu não posso ir embora é melhor me acostumar até o fim do verão.
deu um pequeno sorriso. - O que você está fazendo? - perguntou quebrando o silêncio.
- Escovando o shadow – Respondeu voltando a escovar o cavalo.
- Ele tem um cabelo lindo – comentou e soltou uma risada e arqueou as sobrancelhas.
- O que? Eu falei de errado? - A menina franziu o cenho e riu.
- Não é cabelo , é crina – explicou.
- Ah – falou – Você poderia me dar um crédito, eu nunca montei antes e nunca cheguei perto de um bicho desses.
- Tá falando sério? - olhou para a atriz que apenas assentiu.
- Não é uma das coisas mais vistas em Nova York – confessou enquanto via abrir o celeiro e tirar o cavalo que atendia como Shadow e o viu colocar a cela no cavalo e depois encarar a garota estendendo a mão para ela. - O que foi? - perguntou confusa. - Vem, vou te ajudar a montar – disse e arregalou os olhos. - Está louco? e se eu cair?
- Eu vou montar junto com você fresca, agora me dá a mão – falou montando no cavalo e depois estendeu a mão para ela subir. Sem tempo para hesitar, pegou na mão do rapaz e montou bem atrás dele segurando sua cintura com força e com medo de cair.
- Mas a vovó me mandou ajudar você com o celeiro, se ela souber que eu estou dando voltas por aqui é capaz de ela pirar.
- Depois a gente ver isso. Você não pode ser uma cowgirl se nunca montou a cavalo- olhou pra mim antes do cavalo começar a correr.
O medo havia passado e agora eu só conseguia aproveitar enquanto sentia o vento bater sobre sua pele. não estava mais correndo como antes e o cavalo parecia caminhar em quanto os dois olhavam para a vista linda do campo.
- O que você faz aqui quando não está trabalhando para a minha avó? - quis saber.
- Nos fins de semana sempre tem uma festa de música contury na cidade, ou às vezes eu saio com alguns amigos, nada muito interessante perto da sua vida em Nova York – respondeu.
– E você o que faz por lá? - Ele perguntou de volta e suspirou.
- Tenho que conciliar a escola com os dias de gravação, ás vezes fico uns meses sem fazer nada até me chamarem para um filme novo... Tem dias eu queria ser apenas um garota normal – desabafou.
- Mas é oque você tá sendo agora – riu.
- É, acho que sim – sorriu – É bom você sair na rua e não ter nenhum fã te pedindo um autógrafo ou uma foto ou ter seus passos fotografados por um paparazzi qualquer. Confesso que quando eu cheguei aqui e não vi nada se comparando ao que eu estava acostumada me deu um certo pânico, mas agora, aqui, no meio do nada, apenas sentindo o barulho do vento estou começando a me sentir livre. – suspirou.
- Vou te mostrar uma coisa – disse acelerando Shadow e concordou enquanto sentia o vento correr mais rápido pelo seu rosto.
O cavalo parou e desceu e deu a mão para descer. Pegou na mão do garoto dando um pulo pousando seus pés no chão. Olhou em volta e viu uma enorme árvore, uma das mais lindas que já havia visto na vida, suas raízes eram enormes. Viu algo bem lá em cima e olhou para contando com alguma explicação.
- Estou montando uma casa na árvore – ele explicou e olhou lá pra cima e sorriu.
- Como? – a atriz quis saber enquanto admirava a pequena estrutura que ele já havia montado.
- Com umas madeiras que sobraram da construção da igreja, sempre foi o meu sonho ter uma – explicou e riu, seu olhar parecia de um garotinho de cinco anos.
- É perfeito. – suspirou – Mas essa árvore não parece meio sinistra? – ela riu.
- Parece, mas é porque é velha.
- Posso te ajudar com a casa da árvore? - sorriu e arqueou as sobrancelhas – Vai, por favor! – a menina fez uma cara de cachorrinho abandonado e riu.
- Você é uma patricinha, aposto que não sabe nem pregar uma madeira.
- HEY! - falou ofendida – Não sou patricinha, só sou anti-roça. - Tá chamando esse lugar de roça? - cruzou os braços e deu uma risada. - Boooooooooom, não é um dos lugares mais populosos do mundo vai! - falou divertida e soltou uma gargalhada, então ela o observou, ele ficava lindo quando sorria e cruzando seus braços mostrando seus músculos tão bem definidos, ele também a olhava e sentiu seu rosto corar.
- Vai me deixar ajudar ou não? - ela quis saber cruzando os braços igual a ele e franziu o cenho em uma cara de pensativo.
- Digamos que primeiro a Srta. precisa passar por uma fase de treinamento.
- Se você me ensinar juro que faço tudo direitinho – sorriu orgulhosa – E é claro que quando ela estiver pronta eu que vou decora-la, lógico.
- Hey, nada disso. - negou e abriu a boca indignada.
- Claro que sim! O que você entende de decoração ? – A atriz bufou voltando para o cavalo e montando sozinha sem a ajuda de . Logo em seguida o mesmo subiu no cavalo enquanto o guiava.
- Eu não quero a minha casa na árvore cheia de fluflu e toda rosa – avisou.
- Quem disse que eu gosto de rosa? - provocou.
- E não gosta? - Ele perguntou rindo.
- Ah um pouco, mas a minha cor favorita é verde turquesa.
olhou para trás.
- Ainda aposto no rosa – ele disse e deu um tapa em seu braço. - NÃO É ROSA!

[...]
tinha acordado mais uma vez com a luz do sol batendo em seu rosto, no entanto, dessa vez já se passavam das nove o que pelo menos já era um começo. Sorrindo foi até o banheiro para fazer a sua higiene matinal.
Quando desceu as escadas viu que e Will conversavam na mesa do café da manhã enquanto sua avó fazia piruetas com a frigideira que continham panquecas. Aquela era uma cena típica da manhã, nunca via sua avó em lugar algum pela manhã a não ser na cozinha servindo seus respectivos netos e até mesmo aqueles que não eram. Reparou também que tinha uma garota loira com eles, cujo nome não sabia e muito menos a conhecia. apareceu na cozinha dando seu melhor sorriso, todos pareceram não fazer muita questão com a sua presença o que a fez bufar e sentar-se ao lado de seu irmão na mesa e dar um bom dia.
- Bom dia. – todos disseram juntos e sorriu.
- Acho que ainda não fomos apresentadas – a loira disse e sorriu – meu nome é Anne e adoro seu trabalho. – ela disse toda sorridente e deu um sorriso.
- Ah obrigada. Sou , mas acho que você já conhece. Então, você também trabalha aqui? – a atriz perguntou sem olha-la passando a manteiga em uma das torradas e Will deu uma risada.
- Não, a Anne é da minha faculdade. Minha amiga e namorada do – Will explicou e engoliu o seco e sentiu os farelos da torrada engasgar na sua garganta. Logo em seguida tomou um gole de suco.
- Em falar em faculdade porque você tá aqui? – olhou para o irmão tentando disfarçar.
- Porque hoje é sábado.
- Ah é mesmo. – deu um sorriso sem graça.
- Por isso que eu resolvi da uma passeada – Anne falou – Meus pais me colocaram na faculdade no período integral, já que eles são do Canadá e eu não tenho nenhum parente por perto. – ela disse. Então olhou pra ela e assentiu enquanto se perguntava quem tinha perguntado alguma coisa a ela. Então olhou para , que parecia tenso com a situação. Não sabia por que, eles não eram nada a não ser apenas amigos.
- Will ainda tá de pé a festa hoje? - perguntou e olhou pra Will esperando uma resposta.
- Claro mané, é hoje que vai ser demais. – Will sorriu maroto.
- Que festa? - perguntou confusa.
- Vai ter uma festa em um bar country hoje, se quiser pode vir.
- Nada disso, não quero minha irmãzinha no meio daqueles cowboys tarados – Will falou autoritário e deu uma gargalhada alta e irônica.
- E desde quando você manda em mim? Se toca, mané . Não perco essa festa por nada! Avisou antes de sair da mesa e ir em direção ao seu quarto para dormir mais uma vez. Como sempre tinha dito o dia pra ela só começava depois das 12h00 e também não havia nada de interessante para fazer ali, a não ser dormir e esperar que o verão passasse logo.

[...]
- ISSO É UMA FESTA? DESDE QUANDO? - deu um berro e soltou uma gargalhada tampando a boca da garota que mordeu sua mão sem ter nenhuma piedade.
- Ai caralho!
- Vocês me disseram que iria ser uma festa. FES-TA!
- Mas é uma festa caramba – Will disse pela décima oitava vez.
- Só que só começa de verdade quando os velhos forem embora – Will explicou e notou que havia várias pessoas de idade ali, inclusive a sua avó.
- E oque nós fazemos enquanto isso? - perguntou e Will a olhou.
- Esperamos. – o irmão deu de ombros.

Quando tinha se passado das dez horas a festa começou a esvaziar e todos os senhores e senhoras foram embora todos felizes, mal passava pelas suas cabeças do que viraria aquele lugar em poucas horas. Will tinha inventado uma desculpa esfarrapada para sua avó dizendo que ficaria para ajudar a limpar o Local e ela caiu direitinho, como se não fosse óbvio, ela sempre acreditava que Will era seu neto mais exemplar e tinha certeza que era o mais queridinho.

Aos poucos as pessoas iam chegando ao bar que parecia todo arrumado em um toque de mágica. Imaginou que eles já tinham instalado todas as luzes e os sons muito antes e tinham coberto para ninguém ver.
Sentou-se em um banco distante vendo todos dançarem em uma enorme pista de dança, se não estava engada, tinha mais de cem pessoas naquele lugar a menos de uma hora. Sentia saudade de festas como essa, mas a verdade é que a atriz não estava em clima nenhum para ficar dançando.

- Pensei que gostasse de festas – apareceu com aquela maldita regata que deixava seus braços fortes de fora, com um copo de cerveja na mão e tentou não encara-lo mas era mais forte que ela.
- Acho que hoje não é o meu dia.
- Saudade das festas de nova York?- perguntou bebendo um gole de cerveja e assentiu.
- Caralho, da pra você parar de falar a palavra Nova York? – ela olhou para o garoto com uma face irritada e o mesmo a encarou.
- Então eu vou te ensinar a viver como uma cowgirl. – ele disse antes de colocar sua cerveja sobre a mesa e puxar a menina pelos braços a levando para a pista de dança.
Any Man Of Mine começou a tocar enquanto convencia a dançar enquanto a menina negava com a cabeça enquanto ria. Depois de várias insistências, a mesma acabou cedendo enquanto a ensinava a dançar conforme os paços da música. O garoto rodava várias vezes enquanto a mesma ria sem parar voltando para seus braços e dançava.

- Eu nunca pensei que isso podia ser divertido – falou rindo enquanto conduzia seus paços.
- Eu não disse – ele sorriu maroto.
- Você é bem convencido, cowboy.
- É o que dizem – ele riu.
- Cadê a Anne? - perguntou e deu um sorriso tenso.
- Ela ainda não chegou.
- Ah. – Foi o que disse antes de se entregar a dança.

* * *
Uma semana depois...

- EU VOU CAIR!- gritou enquanto ouvia risadas do garoto.
- PUXA A SELA! – ele gritou de volta.
- EU TO TENTANDO! – a atriz falou e viu seu cavalo parar. vinha logo atrás montado em Shadow.
- Você é péssima nisso! - falou e jogou um olhar ameaçador para o mesmo.
- Vamos ver então! - riu. Logo em seguida saiu acelerando seu cavalo que tinha nomeado de Príncipe, o que fez gargalhar por horas. Depois de algum tempo tinha pegado o jeito para montar a cavalos e lógico que com muita paciência de e do pobrezinho do Príncipe.
- sua maluca, você vai acabar caindo! - gritou rindo e escutou uma risada alta de menina que estava logo a sua frente montada no cavalo que ela dizia ser dela.
- Para de jogar praga, ! - gritou de volta, então parou com o cavalo próximo A casa na árvore pra onde estavam indo. pulou do cavalo o amarrando em uma árvore próxima dali esperando , que vinha ao seu encontro. Colocou os dois braços na cintura o observando.
- Vamos seu lerdo! - Disse com pressa e desceu de Shadow e deu língua pra ela, que riu.
- Você não acha que está muito mandona pra quem veio de Nova York e usava sapatos e roupas de marca? - arqueou as sobrancelhas e rolou os olhos.
- Eu estou descobrindo um novo eu – suspirou se gabando e deu uma gargalhada.
- E quem seria esse novo eu?
- Uma garota que além de fazer filmes em Nova York, está usando botas, calça jeans uma blusinha xadrez e ainda está ajudando um idiota fazer uma casa na árvore. Quer mais? - se gabou e abriu a boca indignado entrando na brincadeira.
- E eu que além de fazer uma casa na árvore tenho que aturar a patricinha maluca? - Ele cruzou os braços.
- Cala a boca ! Aposto que você tá amando está com uma estrela como eu. - Agora cala a boca você, e vamos fazer logo essa casa na árvore – jogou um pedaço de madeira para agarrar o que a fez dar um impulso para trás fazendo rir. fez uma careta e o olhou enquanto ele mexia na bolsa de ferramentas e sorriu, ele era alguém que ela era capaz de aturar.

- Quando eu vi a Anne pela primeira vez, nunca imaginei que ela seria sua namorada. – falou depois de um tempo enquanto estavam de baixo da árvore descansando após colocar as primeiras madeiras da casa na árvore.
- Estamos juntos a um tempinho – explicou.
- Ela parece ser legal – disse olhando para o lago e percebeu sua voz tensa e a olhou. - Ela é.
- Você trabalha pra vovó o ano inteiro? - perguntou olhando paro garoto que riu.
- Claro que não, eu trabalho pra ela durante o verão, depois volto para as aulas, é o meu último ano – ele disse e concordou.
- Ainda estou no segundo, me atrasei um pouco por causa dos filmes.
- Mas no seu caso você nem precisa estudar, já tá feita na vida – riu e soltou uma risada.
- Quem dera se fosse assim, os empresários exigem muito de mim e se eu abandonar o colégio minha mãe já disse que arruína minha carreira e me põem atrás de uma mesa de escritório.
- Nossa – sorriu fraco – E essa é a vida que você quer? - Arqueou as sobrancelhas e o encarou.
- Não me imagino fazer outra coisa sem ser atuando, e isso que me mantem viva, mas sinto falta de ser uma garota comum, - suspirou e olhou pra menina que olhava serenamente para o lago, ela era linda, ele não podia negar e sabia que por trás dessa garota mimada e famosa, havia uma garota engraçada, legal e divertida, ela só precisava se abrir mais, viver o que a vida havia para lhe oferecer e não se importar com o que fala ou com o que veste, ela só precisa não ter medo de dizer o que pensava.
- Ás vezes eu queria abrir os braços e voar pra longe de tudo e de todos – ela suspirou. Depois de alguns segundos, arrancou os papeis que estavam em suas mãos e ela o encarou sem dizer nenhuma palavra. começou a amaçar o papel e dar voltas nele. Depois de um tempo, ele havia terminado, amarrou uma linha no fim da andorinha que havia feito com o papel e entregou para .
- Pronto – ele disse – Você não pode voar, mas pode deixar alguém fazer isso por você. – No mesmo instante deu um sorriso, e pela primeira vez viu que era sincero o que o fez sorrir também. se levantou e puxou a andorinha pela corda e riu.
- Isso parece coisa de criança – confessou enquanto olhava para o menino. - Ser criança às vezes é bom, tem mais chance de voar. – Ele piscou e riu e depois encarou que tinha um sorriso no rosto e sorriu sincera para o garoto. Logo em seguida correu fazendo a andorinha voar em sua direção e deu uma risada. observava a garota correndo toda desajeitada pelo mato e soltou uma risada, depois de um tempo parou e o encarou de longe e disse:
- Só você pra me fazer agir assim. – ela deu uma risada.
- Talvez eu seja especial – ele cruzou os braços sorrindo maroto e sentiu ainda mais vontade de rir.
- É talvez, mas não se gabe! - brincou indo em sua direção e sentou ao seu lado.
- Obrigada. – falou sincera, olhando para o rosto de que estava a poucos centímetros do seu.
- Pelo que? - Ele pigarreou e a atriz só conseguia olhar para seus olhos. Não sábia o porquê mas o cowboy mexia com ela como ninguém jamais havia mexido.
- Por me fazer sentir livre, por me ensinar a me adaptar nesse fim de mundo... - Olha lá como fala da minha cidade! - Ele a cortou e ela riu.
- Tá tudo bem, dessa cidade sem sinal ou mundo distante. – ela deu um sorrisinho – E agora tá bom?
- Mais ou menos, mas você supera – ele piscou e deu uma gargalhada abraçando os pés. Viu que a encarava e resolveu olhar para seus olhos castanhos que a cada dia que passava, fazia seu coração acelerar. Então os rostos de e se aproximaram e sem pensar em muita coisa a beijou sem pensar duas vezes. Quando o beijo terminou ambos sorriam sem graça e levantou dando a mão para levantar-se.
- Sempre quis saber como era beijar uma atriz de Nova York – ele brincou então abriu a boca indignada.
- Ah! Engraçadinho você – a atriz deu um empurrar e os dois riram.
- O que a gente faz agora? - Perguntou e foi em direção ao Shadow montando no próprio.
- Agora a gente volta pra casa – ele piscou acelerando o cavalo e arregalou os olhos indo em direção ao Príncipe e montando no cavalo. Assim que subiu no animal viu que já estava indo com Shadow.
- ! ME ESPERAA! - Gritou e riu.
- Vamos ver quem ganha na volta pra casa – ele disse feito uma criança apostado pra ver quem ganhava uma corrida e sentiu vontade de rir acelerando o cavalo.
- Aposto que eu ganho! - gritou passando o rapaz que soltou uma risada.

Continua...

Sim essa é uma short, só como aconteceu em Memory Lane, não deu pra postar tudo aqui por que não coube, dai tive que dividir em duas partes. Confesso que não terminei ainda de escreve-la portanto a última atualização pode demorar um pouco. Então por favor, COMENTEM, falem oque acharam, porque a inspiração surgem no comentário de vocês, deem idéias, falem oque acharam. Eu ficarei muito grata, obrigada por lerem, eu amo vocês ♥ 


7 comentários:

  1. QUE PERFEITAAAA! MUITO, MUITO, MUITO PERFEITA :O Por favor posta logoooo, aiii Yash é muito perfeita :O

    ResponderExcluir
  2. Continuaaaa essa fic é MUITO perfeita amo amo amo <3 <3 <3 <3

    ResponderExcluir
  3. Que perfeição é essa senhooor? *0*
    Posta maaaais <33

    ResponderExcluir
  4. Continua, continua... amei de mais! ♥♥♥

    ResponderExcluir
  5. Perfeita esperando a continuação!!!!!

    ResponderExcluir
  6. Parece o Filme da Hannah Montana ... Mas só que melhor é logico! Yash eu te adoro!!!
    By:Yasmin

    ResponderExcluir